Tudo sempre parece mais claro quando olhamos pra trás...
Não
sei se é a idade chegando ou sei lá o quê - talvez a crise dos trinta anos,
mas, ultimamente ando pensado muito na minha infância e início de adolescência.
Mais precisamente naquela idade que não se é mais aquela criança ingênua, mas
que ainda não é o adolescente revoltado com os pais, o governo e o universo.
Uma fase da vida que ainda carrega em si um pouco daquela fantasia natural de
mentes prodigiosas. É como se olhássemos para o tecido do espaço/tempo e não enxergássemos a ordem das coisas. Era tudo junto: era uma trama cósmica sem futuro, passado ou presente. E, uma dessas nuances desta época que invade meus
pensamentos e transborda o peito aqui, são das pessoas que partilharem este
tempo com este vos escreve.
Antes
de ler estes apontamentos, desça até o fim desta postagem e dê play na
apoteótica música Poema, Ney Mato Grosso. Não, não é obrigatório mas eu gostei
de ouvir a música - repetidas vezes -
enquanto escrevia esses apontamentos.
