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[RESENHA] Novembro de 63, de Stephen King

Ano de lançamento: 2011
Editora: Suma de Letras
Páginas: 727
Nota: 5/5 
(★) Top 
"Certa vez  li uma coisa [...] Era um provérbio japonês.

'Quando há amor, marcas de varíola,

são lindas como covinhas'.

Vou amar seu rosto, não importa como fique,

porque ele é seu"


Ah, Stephen King. O senhor consegue nos surpreender de formas inimagináveis. Não seria novidade que eu lhes dissesse que ele é o autor que mais gosto e, também, não seria nenhuma novidade lhes dizer que Stephen King é um dos maiores – se não o maior – escritor da atualidade. A mente que produziu obras primas do terror como Carrie,  Christine, It a Coisa, O Cemitério dentre outros, também conseguiu nos emocionar com histórias belas como A Espera de Um Milagre ou no livro de contos As Quatro Estações. Ele em o dom de fazer rir, chorar, ficar com raiva e mais uma montanha russa de emoções. Mas, desta vez, Stephen King conseguiu me tocar de um jeito muito profundo falando de algo não muito explorado em seus livros: amor. 

Apesar de ter namorado o livro desde o momento de seu lançamento em terras tupiniquins, não estava em meus planos lê-lo agora. Tenho o hábito de ler as primeiras páginas dos livros, só pra ver um pouco do que o futuro me espera. Simplesmente não larguei mais. Deixei de lado – por hora – Crime e Castigo (Fiódor Dostoiévski), e me perdi nas mais de 700 páginas que compõem à obra. E foi fantástico.

[RESENHA] CHRISTINE de, STEPHEN KING

Ano de lançamento: 1983
Páginas: 765
Editora: Ponto de Leitura
Nota: 5/5*

Arnie Cunningan era um espécime de dar dó. Não era um adolescente exatamente feio, mas suas espinhas em demasia davam um ar de repulsa há quem o observava. Zoado na escola; tímido; acostumado a baixar à cabeça quando provocado; filho de uma mãe, Regina, controladora e de um pai, Michael, apático e sempre recebendo ordens da esposa. Apesar de ser inteligente, nem os nerds da escola o acolheram em seu grupo. Sempre fora um perdedor. Teria sido um rapaz totalmente solitário se não fosse pela amizade de Dennis.

Dennis Guilder era o oposto de Arnie. Bonito, inteligente, fazia parte do time de futebol da escola, sucesso entre as mulheres (não à toa namorava uma das líderes de torcida), era o cara legal que todos querem por perto. Sua família era o modelo da perfeita família americana. Sua mãe, adoradora de artes e professora. Seu pai, um contador, era compreensivo, legal, um pai exemplar. Ainda tinha Ellie, a irmã mais nova de Dennis, entrando na adolescência (mas sem a revolta que por vezes a idade trás).